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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Por que o projeto social Adote e Castre?


Você já observou se a cidade onde você mora está cheia de gatos e cães nas ruas? É comum você os vê em todos os lugares aonde vai? Às vezes, parece que esses peludinhos de quatro patas vivem mais nas ruas, praças e outros espaços da cidade do que dentro das casas, não é mesmo? 

Se você observa essa realidade, será que se trata de situação exclusiva da sua cidade? Penso que não. Acredito que se trata de uma realidade de muitas cidades brasileiras. Uma questão não enfrentada pelo Poder Público de muitos municípios.

Pelo menos na minha cidade Teresina essa é uma realidade que muito me entristece o olhar e muito me incomoda. Há bastante tempo. Principalmente em relação a gatos. Onde quer que estejamos, lá estão eles se esquivando entre um esconderijo e outro. Maltratados. Famintos. Às vezes com pelos eriçados pelo medo e insegurança. Por se sentirem tão abandonados.

Pode ser que existam outras razões e explicações para esse abandono e descaso. Mas arrisco pelo menos algumas bastante consideráveis que talvez os expliquem:

a) Há carência de políticas públicas que enfrentem o problema de cães e gatos abandonados e vagantes. Pelo menos na minha cidade essa carência é real. O que houve por um bom tempo longínquo foi a carrocinha que passava ao raiar do dia levando terror aos cachorros na rua fossem de rua ou de casa. Depois disso, só o controle de zoonoses como prevenção ao calazar

b) As organizações de proteção animal não conseguem atender essa demanda em toda a sua complexidade. Pelo menos na minha cidade creio que não. Se conseguissem já não teríamos esse problema. Já não teríamos tantos gatos vagantes. Pelo menos não com tamanha proporção e visibilidade.

c) A população em geral não dispensa aos gatos os cuidados e a atenção que eles merecem. Nem mesmo em relação ao controle da natalidade. Certamente há quem gaste milhares de reais com um cachorro com pedigree. Mas olha com indiferença para um gato. Principalmente se for um vira-lata na rua. Ou não?

O resultado de tudo isso é o abandono simples e fácil pelas ruas da cidade. E por outros lugares públicos. Principalmente em se tratando de gatos. Abandonados quando viram excesso dentro de casa. Quando se tornam indesejáveis. Ou sequer cogitados para o convívio doméstico. 

Imagem de uma gatinha preta com pelos ralos e abdômen alto com aparência muito doente.
Gatinha Dominique no dia em que a acolhi da rua. 

O abandono contribui sobremaneira com o aumento da população desses entes tão queridos em nosso meio. Mas tão dispersos, tão sem rumo, sem proteção, sem segurança alguma por onde andam pelos cantos da cidade. Inclusive, com riscos à vida, como estava a gatinha da foto acima que depois se chamaria Dominique

Por essas razões e pela minha experiência de cuidados com os gatos de minha casa foi que pensei o Adote e Castre. Um projeto social como forma de contribuir com o enfrentamento dessa questão. 

O projeto Adote e Castre nasce como uma tentativa de cuidados domésticos de cães e gatos adotados. Tanto resgatados das ruas quanto de cuidadores particulares

Afinal, muitas famílias já tornaram suas casas verdadeiros abrigos de gatos. De tanto que os acolheram. De tanto que sozinhas arcam com os custos dos cuidados. Ao seu modo. Bem ou mal cuidados conforme suas possibilidades.

Pelo menos em Teresina é assim. Muito usual encontrar residências com muitos gatos abrigados. Eu mesma me cito como exemplo. São dez atualmente. Em 2017 eram dezessete, mas as ninhadas começaram a se formar em 2015, depois de acolher uma gata enxotada da casa vizinha. 

Era uma mãe com um filhote no colo e outros tantos em gestação. Com ela, a prole felina disparou em meio a minhas dificuldades de castrar.

Por isso, o projeto Adote e Castre foi pensado como uma possibilidade de ajuda a quem vive situação que eu sei como é que é: querer castrar uma gata e não poder. 

Então um socorro a famílias cuidadoras com dificuldades de custear os cuidados dos seus bichanos. Também um socorro aos gatos abandonados que vagam por aí suscetíveis a toda sorte de violência e risco à vida.

Também buscando contribuir na soma de esforços junto às organizações de proteção animal. Instituições que já trilham esse caminho dos cuidados dos peludos de quatro patas que ainda não encontraram uma casa para chamar de sua. 

Imagem de uma gata preta sentada em uma base de cimento ao lado de algumas plantas.
Gatinha Dominique dois anos depois de acolhida.
Mas o problema é que o projeto não tem recursos próprios. Daí a necessidade de buscar a construção de uma rede de apoio e colaboração articulando pessoas físicas e jurídicas em torno da pessoa adotante para assegurar ao animal adotado a vida com bem-estar e segurança no aconchego de um lar.

Veja como foi pensada a Rede de Apoio e Colaboração do projeto. 

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